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O que é Taquigrafia ?

- Uma escrita abreviada e rápida. 
- Um sistema de escrita baseada em sons.
- O sistema de escrita mais avançado já inventado!

“No princípio era A PALAVRA...”, depois veio A ESCRITA.  O alfabeto permitiu ao homem a difusão da ciência, da história, da literatura, do saber, de uma quantidade incrível de conhecimentos, através dos séculos!

 O alfabeto comum, no entanto, não conseguia uma façanha: escrever simultaneamente tudo que um orador veloz estava dizendo.  O sistema de escrita baseado no alfabeto era lento, conseguia grafar apenas 20 ou 30 palavras por minuto.  Mas os oradores falavam em velocidades muito superiores: 80 palavras, 100 palavras, 120 palavras, 140 palavras por minuto, ou mais...

Como fazer para não deixar que as palavras de um orador fossem “levadas pelo vento”?   Para isso seria imprescindível a invenção de uma nova escrita, um sistema de grafia que fosse muito abreviado e muito rápido, a ponto de poder alcançar as altas velocidades dos oradores.

Foi, então, inventada a TAQUIGRAFIA, “grafia” “rápida”.  (Também chamada de ESTENOGRAFIA, “grafia” “abreviada”.)

Graças a essa fantástica invenção, foi possível chegar até os nossos dias  parte considerável do que disseram os grandes oradores da nossa História.

Algumas instituições têm um corpo de taquígrafos manuais; outras, um corpo de estenotipistas (taquigrafia mecânica); e em algumas instituições convivem harmonicamente, na mesma sessão, taquígrafos manuais (que usam um bloco, um lápis ou uma caneta) e estenotipistas (que usam máquina de taquigrafar). Hoje em dia a estenotipia deu um grande avanço e pode ser acoplada ao computador (estenotipia computadorizada), com a tradução feita “em tempo real” na telinha.  Tal tradução, porém,  deverá sofrer, posteriormente, uma apurada revisão, pois naquilo que se dá o nome de “conflito”, a máquina às vezes não consegue distinguir bem, e acaba juntando a sílaba final de uma palavra com a sílaba inicial da palavra seguinte, formando, destarte, uma outra palavra sem sentido.  Fora outros problemas, como limites de velocidade...Mas problemas há também com a taquigrafia manual, que tem, de igual forma, limites de velocidade. Na língua portuguesa, por exemplo, consegue alcançar a fantástica velocidade de 140 palavras por minuto.  Pena que alguns oradores falam em velocidade maior...Daí a necessidade de o taquígrafo manual (e o estenotipista também) ter de se valer de um poderoso aliado: o gravador.  Mas este também tem os seus problemas: quando um orador tem uma dicção ruim, nem no gravador se consegue distinguir esta ou aquela palavra, esta ou aquela frase. Sem falar quando a própria gravação tenha ficado ruim...Nada é perfeito...

O prazo médio para a formação de um taquígrafo ou um estenotipista (com velocidade de 120 palavras por minuto, por exemplo), é de três anos.

Além da velocidade taquigráfica (que exige um treino constante e diário durante toda a vida profissional), um taquígrafo deve também ter conhecimentos gerais e um grande conhecimento do vernáculo. 

A taquigrafia também é muito usada por jornalistas e por secretárias.

Além dessas façanhas, a taquigrafia tem o mérito de exercitar a mente de quem a aprende. Como bem dizem os autores de “Teoria e Didática da Estenografia”, Pedro da Silva Luz e Wanda Canes Avalli, “o estudo da taquigrafia é uma verdadeira escola de disciplina intelectual, de concentração, de atenção, de coordenação, de memória gráfica, glóssica e lógica, de agilidade mental e vivacidade de compreensão."

 

 

Veja aqui o Resumo das atividades da UNATAQ em 2003

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